Certamente
você já deve ter ouvido falar em Web 2.0.. Este termo
refere-se a uma suposta segunda geração de serviços
de internet e foi primeiramente cunhada pela empresa O’Reilly
Media em função de uma série de novos projetos
que estavam surgindo na área de negócios e tecnologia.
Este conceito sempre existiu mas não com
a força que tem agora. Pode-se dizer que os primeiros passos
do que viria a ser a Web 2.0 são os “chats” e
fóruns de discussão. O advento dos blogs (diários
digitais) representaram um grande avanço neste conceito por
ser de conteúdo editável por qualquer usuário
e também de cunho colaborativo. Depois disto, vieram as Redes
Sociais como o Orkut,
Myspace
entre outras onde os usuários passaram a ter experiências
de interatividade total com pessoas do mundo todo, troca de informações
(profissionais ou não) e geração de novos conteúdos.
Atualmente, quase todos os mecanismos que envolvem Web 2.0 tornam-se
uma espécie de Redes Sociais.
Mas o que mais interessa na Web 2.0, além
da interatividade é que os sites já não são
mais estáticos e sim , “sites-aplicativos” onde
o usuário, de forma intuitiva pode construir seu próprio
conteúdo com a sofisticação de programas que
seriam muito difíceis de ser manuseados e também custosos.
Portanto, a Web 2.0 usa somente a internet como plataforma. Veja
um bom exemplo neste vídeo.
O encontro da arte com a tecnologia
Mas o que a arte tem a ver com a Web 2.0 ? Simplesmente
tudo. É através dela que a arte contemporânea
e as novas possibilidades e concepções se abrem para
a produção artística com a webarte, que inclui
telemática, produção colaborativa, pixel por
pixel, arte conceitual e até fotografia digital.
Em 1992, a escritora francesa Anne Cauquelin lança
o livro “Arte Contemporânea – Uma introdução”
no qual apresentava um novo conceito – a Arte Tecnológica
que, através da evolução do próprio
meio pode ser desmembrada em Arte Telemática, Pixel art,
Digital art, Net art, Wiki art etc.Este conjunto de conceitos forma
a chamada Webarte que, segundo Salomão Terra do Webinsider,
designa “toda a obra que tem sua concepção,
produção, exposição e distribuição
centrados em ambientes digitais”
Já foi o tempo em que os artistas precisavam
de muito dinheiro para começar a divulgar seus trabalhos
ou até mesmo aperfeiçoá-los. Hoje em dia vários
sites como Myspace,
Bebo
e o brasileiro Trama
Virtual oferecem a possibilidade aos artistas de divulgarem
seu trabalho musical. Como são também redes sociais
é muito fácil encontrar pessoas afins para por exemplo
fazer uma parceria de composições e podendo até
lançar um disco posteriormente como fruto destas comunicações.
Nestes sites é possível não só editar
seu conteúdo através do uso dos gráficos e
das cores, que têm papel importantíssimo na Arte
Digital. No caso da Trama
Virtual, ela foi responsável por lançar
revelações do cenário musical como “Cansei
de Ser Sexy” e “Mombojó”.Outros sites como
You
Tube também se estendem para a Webarte no sentido
da criação cinematográfica onde todos podem
ver e serem vistos tanto com produções profissionais
com novos diretores de curtas e de animações como
registros de filmetes de performances musicais que ajudam na divulgação
do trabalho artístico
Com o rápido desenvolvimento das câmeras
digitais, a fotografia tomou diferentes formas de arte através
do uso de programas complexos como o Photoshop
até os mais simples. A fotografia digital pode ser vista
como Webarte quando ela é tratada em seu processo criativo
em todas as linguagens: em recursos de iluminação,
contraste, efeitos e outros tantos que somente podem ser encontrados
em suporte digitais. A Pixel Arte consiste em juntar pixel por pixel
para montar uma imagem – é uma espécie de Pontilismo
moderno. O termo pixel é uma abreviatura de Picture Element,
ou a menor parte de uma imagem digitalizada. A junção
de vários pixels forma as imagens digitais
Uma das grandes novidades da Web 2.0 é
a Wiki Art que refere-se à autoria de textos e edição
de conteúdo onde usuários podem alterar ou até
mesmo melhorar informações como a conhecidíssima
Wikipédia.
Pode-se notar então a constante evolução
da Web 2.0 e sua convergência com todos os tipos de arte formando
assim as novas midias que podem ajudar no progresso das artes. Para
nós, simples e mortais usuários só nos resta
acompanhar a Webarte e desfrutar o que ela tem de melhor a oferecer. |